As rochas caiem dos céus, pintado com largas pinceladas de nuvens pretas e cinzentas. Deixa arder, deixa a batalha decorrer assim como foi destinada. Os teus olhos cor de tempestade fixam o vazio, só as mãos comunicam, agarrando os nossos corpos deitados num abraço em tom de despedida, não há palavras, porquê falar? Antes calar, até porque não haveria nada que pudéssemos dizer que fosse igualmente belo ao horror e ao misto de medo e fascínio que nos rodeava.O teu coração palpitante ecoa na minha cabeça, enquanto somos engolidos pelas chamas, e consequentemente por um clarão de luz.
Abro os olhos, percorrendo-os ao meu redor, tentando reconhecer tal sitio. Vejo o teu corpo imóvel e aproximo-me cautelosamente. Por uns segundos viajo pelas feições do teu rosto tentando decifra-lo. Pouso a mão no teu peito gélido e um arrepio percorre o meu corpo. O mesmo palpitar de há segundos atrás invadiu de novo os meus ouvidos e a minha cabeça, um leve sorriso desenha-se subtilmente nos teus lábios e a tempestade dos teus olhos volta a saudar-me.
Sim, estamos vivos.

está bastante intenso, bastante vivo.
ResponderEliminaré pena que escrevas conforme as fases da lua
... :/
dá-nos mais palavras tuas para as degustarmos e nos sentirmos mais vivos.