domingo, 24 de abril de 2011
Desapaixonar.
Uma vez que já nasceu o sol, visto o meu melhor sorriso, e cubro a alma de rosa-velho. Adoro quando estou assim meio a afundar num silêncio que consegue incomodar qualquer um, mas não há nada melhor para mim. E que tal uma precipitação torrencial de espinhos? Assim sempre podia andar sozinha na rua. Nada mais doce que a incerteza, e o confirmar que me estou a desapaixonar.
terça-feira, 19 de abril de 2011
percepção.
-Estás a ver aquela senhora que passa na rua sempre á mesma hora, de saltos altos e de pernas que parecem ter quilómetros? E tem sempre o cabelo elegantemente apanhado, e os lábios vermelho vivo?E usa sempre malas L.V. e óculos escuros que parecem muito caros?
-Sei, é muito estranha, deve ser mulher de um ricasso qualquer.
-Não concordo, eu acho que é uma fada.
-O quê?
-Percepção, meu caro, percepção.
-Sei, é muito estranha, deve ser mulher de um ricasso qualquer.
-Não concordo, eu acho que é uma fada.
-O quê?
-Percepção, meu caro, percepção.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
é simples.
Fugimos dos nossos medos com passos pequenos e apressados, contorcemos os corpos e cerramos os punhos e os olhos com força, ou ligamos/desligamos a luz, ou subimos os lençóis e tapamos o rosto, na esperança e tentativa falhada de transmitir indiferença, ser isento á dor, invisível para as sombras e mais rápido que as maldições.
Mas esquecemo-nos da dimensão dos medos, que quanto mais os tememos e tentamos evitar confrontos, mais fortes se tornam, e obrigam-nos a parar, abrem-nos as mãos e os olhos com doses de realismo, puxam-nos os lençois e acordam-nos para um mundo muito mais leve.
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